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Faltam sete dias!

Olá a todos!

Texto breve hoje, apenas para lembrar a todos que as regras devem estar decoradas, os DPOs prontos, e os discursos preparados, pois faltam só sete dias pro início do MINI-ONU!

Ps: parabéns a todos nós, pela escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016!

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Documento de Posição Oficial – parte 2

Segue abaixo um exemplo de DPO, da República de Hatay debatendo na Organização Mundial de Saúde sobre aquestões culturais sobre as drogas ilíticas – as palavras em negrito são comentários sobre o própósito de cada trecho.

“A República de Hatay está grandemente satisfeita com a possibilidade de participar nas discussões sobre os dilemas culturais concernentes ao uso de drogas ilícitas, uma vez que este é um assunto tremendamente sensível em nossa história, e sentimos que nossas experiências passadas podem trazer esclarecimento ao mundo. Drogas são uma ameaça que pode ferir toda a humanidade, promovendo deterioração de saúde, degradação moral e colocando em risco o desenvolvimento, e pretendemos alcançar assim um abrangente acordo que classifiquem tais substâncias como o perigo real que elas representam. (Apresentação, delineia brevemente e em termos abstratos  a posição nacional)

Dentre nossos princípios de política externa, dois podem ser citados como os mais relacionados ao assunto a ser debatido. Primeiro, nós respeitamos e seguimos a idéia de uma coexistência pacífica, através dos meios de cooperação e igualdade. Logo, nossa ação será direcionada rumo um mundo no qual qualquer ser humano, não importando seu local de nascimento, esteja livre da iniqüidade e maldade das drogas. Segundo, nós respeitamos e seguimos a solidariedade entre países em desenvolvimento, os mais vulneráveis aos efeitos negativos do imperialismo e colonialismo. Este tema é estritamente relacionado ao nosso passado, no qual poderes colonialistas fizeram uso de um antigo hábito – o consumo de haxixe, o qual foi abandonado após todo o sofrimento causado – para promover a opressão e exploração econômica contra nosso povo. (Citação dos princípios da política externa do país relacionados ao tema, define qual será a orientação principal do país durante as discussões)

Portanto, a República de Hatay irá pleitear neste encontro uma extensão de suas bem sucedidas políticas relacionadas às drogas ilícitas. Desde 1934 um massivo esforço tem sido feito para erradicar o cultivo de haxixe no país, e seus resultados são dignos de nota. Além do mais, uma severa, porém justa legislação cobre os crimes relacionados às drogas, dentre eles o tráfico e produção de drogas ilícitas. Em 1990 o governo criou a Comissão Nacional de Controle de Narcóticos, que, composta por membros de diversas secretarias e ministérios, centraliza o trabalho de controle das drogas. Sua agência operacional é o Bureau de Controle de Drogas, presente nas sete províncias do país, e em quase todas as municipalidades. (Como este é um tema que não se restringe ao âmbito internacional, é necessário incluir este trecho que versa sobre quais as políticas internas voltadas ao assunto)

No âmbito internacional, o país é um ativo apoiador de todas as medidas tomadas para o combate às drogas. Em 1978 ratificamos a Convenção sobre Narcóticos de 1961, e no mesmo ano fizemos o mesmo com a Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas de 1971; Em 1989 nós ratificamos a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Narcóticos e Substâncias Psicotrópicas. Desde o estabelecimento do Dia Internacional contra o Uso de Drogas e Tráfico Ilícito, a República de Hatay tem se mostrado uma grande apoiadora da iniciativa. No âmbito regional, desde 2002 o país possui um programa conjunto com a ASEAN para o intercâmbio de experiências no combate às drogas. (Exposição das ações tomadas na esfera internacional relativas ao tema, necessária para ‘mostrar serviço’, por assim dizer)

Documento de Posição Oficial

Caros,

antes de mais nada, peço desculpas pelo longo tempo sem atualizações. Uma série de eventos de Relações Internacionais realizados Brasil afora deixaram o editor desta página ocupado no último mês, mas devemos voltar agora à nossa programação normal.

Recebemos alguns comentários questionando sobre como fazer um Documento de Posição Oficial, ou DPO para os mais íntimos. Portanto, seguem algumas considerações sobre a confecção deste objeto de tanta controvérsia no mundo modeleiro.

Antes de tudo, destrinchemos o nome. Um Documento de Posição Oficial é algo impresso, emitido pelo estado representado, e que contém as diretrizes adotadas pelo país quanto ao tema abordado. Logo, se a República de Hatay vai à UNESCO discutir sobre bens culturais intangíveis, o DPO entregue pelo delegado responsável trará as medidas que o país adota, nacional e internacionalmente, sobre os bens culturais intangíveis.

Logo, um DPO não revisa toda a política externa do país através da história, à não ser que essa passagem seja essencial para o tema em questão. E de forma alguma um DPO pode se transformar em guia turístico – infelizemente essa prática é recorrente, e os diretores são obrigados a lerem páginas e mais páginas sobre a geografia de um determinado país, sendo que o tema do comitê não tem absolutamente nada a ver.

Outras dicas importantes:
-Um DPO não pode ultrapassar uma página, logo, usem o poder de concisão.
-Identifiquem bem tanto qual é o país representado, como o nome do delegado e do colégio.
-Se possível, utilizem o brasão do Ministério das Relações Exteriores do país no alto do documento.

E por hoje é só. Abraços a todos!